segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Adaptação Escolar

Proposta psicopedagógica para adaptação escolar

Historicamente, a Psicopedagogia foi reconhecida por sua intervenção clínica em relação às dificuldades de aprendizagem nos consultórios psicopedagógicos. Atualmente, porém, observa-se um grande crescimento da ação do psicopedagogo nas escolas, sobretudo em uma perspectiva preventiva e institucional. Muitas coisas que acontece nas escolas e preciso saber de onde surge, em casa e ou particular da criança, com os colegas ou com o professor. Assim, através da observação e da escuta, o psicopedagogo pode propor alterações nas posturas das famílias, e mais diretamente, dos profissionais que atuam com os alunos.
Existem maneiras diversas de atuação do psicopedagogo e na adaptação escolar, é imprescindível estar planejado para apoiar educadores, educando e familiares envolvidos neste processo. Após o contato prévio com os pais, explicando a necessidade da criança de sentir segurança por parte dos pais, é oportuno conscientizar o professor da importância da relação dos professores e alunos neste processo.
Entre as condições que ,segundo se sabe, diminuem a intensidade das reações das crianças separadas de suas mães, as duas de maior atuação parecem ser: a presença de uma pessoa conhecida e ou objetos familiares; e os cuidados maternais de uma mãe substituta.
É evidente que o professor não poderá dar atenção individual para os alunos como uma mãe o faz, mas carinho, simpatia, segurança e respeito, ajudarão na construção desse vínculo tão importante para a criança.
Depois do terceiro ano da criança, elas se tornam mais capazes de aceitar a ausência temporária da mãe e de se dedicar a brincadeiras com outras crianças.

Uma das principais mudanças é que após o terceiro aniversário, a maioria das crianças torna-se cada vez mais apta, num lugar estranho, a sentir-se segura com figuras subordinadas de apego, por exemplo, uma pessoa da família ou uma professora na escola. Mesmo assim, esse sentimento de segurança é condicional. Em primeiro lugar, as figuras subordinadas devem ser pessoas com quem a crianças está familiarizada. Em segundo lugar, a criança deve ser saudável e não estar assustada. Em terceiro lugar, deve saber onde está a mãe e confiar que pode reatar o contato com ela em curto prazo.

É importante que o aluno sinta-se bem no ambiente escolar. Sentir vontade de estudar e aprender, além de integrar-se com os colegas adquirindo noções de companheirismo, solidariedade, sociabilização e amizade, proporciona entusiasmo e prazer pela escola. Assim também a relação professor-aluno deve ser construída no dia-a-dia do fazer profissional. No âmbito da psicopedagogia clínica e institucional o relacionamento estabelecido entre estes indivíduos é fundamental para a construção da natureza da aprendizagem, isto é o vínculo estabelecido deve ser percebido como adequado, prazeroso e saudável.
Existem oportunidades encontradas no caminho que oferecem oportunidades de alteração da rota principal, principalmente quando esta foi marcada por solidão e distanciamento humano. Por isso, encontro com pessoas seguras, relacionamentos estáveis, experiências de calor humano, todas constituem ocasiões nas quais os modelos internos podem ser revisto e aproveitados. Existe chance de nos dirigirmos por caminhos menos solitários e vazios, mudando o curso do nosso desenvolvimento. (ABREU, 2005).
Adaptação é tudo isso: conquista, conhecimento, paciência, insegurança, crescimento, confiança, oportunidade. Um processo feito de outros processos individuais. Envolvem-se pessoas, tempo, sentimentos, que às vezes são até contraditórios. Envolve afeto, desenvolvimento, apoio, humildade, enfim uma diversidade de sentimentos pertencentes a pessoas diferentes, que buscam no processo da adaptação escolar alcançar vitória significativa para o desenvolvimento escolar e também para vida.

Procedimento metodológico

O Paradigma: Um convite para o “pensamento complexo"

Nesta perspectiva, o ponto de partida é a assunção da idéia básica defendida por MORIN (1996), da complexidade do objeto. Neste particular, abordagens da linha fenomenológica e etnográfica, assim como o próprio recurso da filosofia da existência apresentam-se como instrumental teórico-metodológico de grande relevância para o processo de análise deste estudo.

Assim, trata-se da tentativa de estabelecer um diálogo entre diferentes disciplinas do campo das ciências humanas, tendo em vista melhor apreender os significados.

Esta pesquisa está classificada nos critérios de pesquisa bibliográfica para o embasamento teórico.
Partindo da pesquisa realizada, os dados foram analisados a partir de leitura crítica e redação dialógica a partir dos autores apresentados.

Considerações finais

Quando pensamos em adaptação escolar, surge a idéia de um período exaustivo, cheio de ansiedade, tensão e até tristeza, pois é o momento de socializar-se com um grupo diferente, separando-se momentaneamente de uma pessoa que representa o porto seguro da criança. Frente a essa realidade surge a necessidade de conhecer o desenvolvimento infantil, sob vários aspectos, pois eles trarão informações importantíssimas, para pais e educadores agirem de maneira preventiva e também proporcionarem segurança, quanto às atitudes que estão sendo executadas durante o processo educativo.
O conhecimento específico sobre o desenvolvimento humano proporciona o desenvolvimento de rotinas de acordo com as especificidades que foram estudas, podendo propor atividades mais interessantes, criativas, adequadas, ou seja, melhor elaboradas. Atividades bem planejadas com o objetivo de facilitar constituem instrumento construtivo para a construção da confiança da criança no ambiente escolar, desenvolvendo vínculos com os educadores e colegas que facilitam o processo de socialização, tão importante para a adaptação escolar.
Durante a adaptação escolar, é também importante dar atenção ao conceito que a criança faz de si mesma e vimos nesta pesquisa a necessidade da criança de aprender fazendo, ou seja, participar de uma interação ativa. Brincar, movimentar-se, é partes essenciais do processo, pois o ensino excessivo pelo professor sufoca o interesse pela aprendizagem e conseqüentemente pela escola.
O momento da adaptação escolar é uma fase que desperta emoções complexas na criança, então é imprescindível deixar claro que o processo de adaptação de uma criança na escola, não começa com ela, mas com seus pais, pois a entrada de uma criança na escola representa uma mudança na rotina e na vida, tanto das crianças como de seus familiares e da própria escola. A família deve estar segura e transmitir isso a criança, fazendo com que seu ambiente familiar seja um “oásis” no meio dessa fase cheia de congruências sentimentais.
Com certeza a psicopedagogia pode ser muito útil no planejamento do processo adaptativo e também durante o mesmo. A psicopedagogia pode propor atividades, reuniões preparatórias para os pais, mostrando a importância da participação segura deles durante esse processo. Conscientizar os professores e prepará-los para usar uma linguagem estimulante para a criança. Faz parte de a atuação psicopedagógica disponibilizar para os professores sugestões de materiais, rotinas pedagógicas que possam ser úteis para a distração da criança nos seus momentos de tensão.
Ficou claro, que a adaptação escolar, pode ser minimizada, se como profissionais comprometidos buscarmos conhecer melhor esse processo, propondo alternativas para melhorá-lo sempre. Pode ser complexo e trabalhoso planejar um processo adaptativo para alunos e pais que ainda não são conhecidos pela escola, mas acredito que esses esforços trarão resultados positivos fazendo com que um processo que era longo e exaustivo, possa se tornar mais autoconfiante, alegre e prazeroso, proporcionando um encantamento inicial pela escola, que abre caminhos para a aquisição de conhecimentos cada vez mais complexos.
A nossa realidade aqui no Japão e bem diferente do Brasil, e conversei com famílias que tem sérios problemas, principalmente relacionado com o dialogo e tempo para ter esse momento de dialogo.

Referências
 bibliográficas

Edgar Morin,(1996)psicologia da criança.

ABREU, N. Cristiano. Teoria do apego: fundamentos, pesquisas e implicações clínicas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2005.
BIAGGIO, Ângela M. Brasil. Psicologia do Desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, 1976.
______. Separação angústia e raiva. 3ª edição. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

BRAZELTON, T. Berry. Momentos decisivos do desenvolvimento infantil. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

BUENO, J. Jocian. Psicomotricidade teoria e prática. São Paulo: Lovise, 1998.

CASTRO, L. G. M. O olhar psicopedagógico na instituição educacional: O psicopedagogo como agente de inclusão social. Revista Psicopedagógica. São Paulo: v.21, n.65, pp.108 – 116, 2004.

CONSTALLAT, Dalila M. M. de. A psicomotricidade otimizando as relações humanas. São Paulo: Arte&Ciência, 2002.

FORTUNA, R. TÂNIA. A psicopedagogia na sala de aula: do por que ao fazer. Revista Psicopedagogia. Rio Grande do Sul: v.15, n.37, pp. 6–10, 1996.

GESELL, Arnold. A criança do 0 aos 5 anos. 6ª edição. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

PAPALIA, E. D.; OLDS, W. S. Desenvolvimento humano. 7ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

JR. PHILIPPS, L. John. Origens do intelecto: a teoria de Piaget. São Paulo: Editora Nacional, 1971.

RAPPAPORT, C. R. A idade pré-escolar. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1981.

SCIAN, M. R. A importância do desenvolvimento psicomotor na educação infantil de quatro a seis anos. Engenheiro Coelho, 2007. 39 f. Monografia de Pós-Graduação Lato-Sensu em Psicopedagogia. Faculdade de Educação, Centro Universitário Adventista de São Paulo.

VAYER, Pierre; RONCIN, Charles. Psicologia atual e desenvolvimento da criança. São Paulo: Editora Manole Dois, 1990.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Projeto Kaeru com a psicóloga -Kyoko Nakagawa

Para quem se interessar no assunto ,para as familias que moram no Japao .
Quarta, 13 de Outubro de 2010 17:04

Kyoko Nakagawa, psicóloga e coordenadora do projeto Kaeru, vem ao Japão para outra série de palestras que já estão agendadas para Ibaraki, Gunma, Shizuoka, Aichi, Shiga e Gifu. Uma oportunidade para saber mais sobre a readaptação no Brasil.

O Projeto Kaeru tem como objetivo oferecer um trabalho de intervenção psicológica, social, psicopedagógica, de acompanhamento e de reforço escolar às crianças do ensino fundamental da rede estadual de educação que, em decorrência dos processos migratórios, mais precisamente, do movimento de trabalhadores brasileiros ao Japão, apresentam dificuldades na aprendizagem, pouco conhecimento da língua portuguesa, dificuldades nas relações interpessoais, de (re)adaptação à sociedade brasileira, gerando como conseqüência problemas sérios ao seu desenvolvimento, aos seus familiares, às escolas e a todos aqueles que convivem com elas.


Undokai japones






Parte da minha comunidade -Jincana tipica de todas as cidades.

E uma jincana da escola japonesa,onde alunos e pais participam ,onde tem alunos brasileiros que estudam nestas escolas que tambem fazem parte.

sábado, 20 de novembro de 2010

Foram abordados para a pesquisa, 166 alunos brasileiros que frequentam oito escolas públicas (primárias e ginasiais) da região. Na escola com o maior número de estrangeiros, a taxa de matriculados é 8,8% em relação ao total de alunos.

As oito escolas citam como principal questão a resolver, a “comunicação com os pais dos alunos”. A dificuldade em acompanhar as aulas em japonês (citado por 6 escolas) e a comunicação entre os alunos (citado por 4 escolas) também aparecem no relatório da pesquisa.

A pesquisa realizada pelo governo da província de Ibaraki, divulgada pelo jornal Yomiuri, mostra que os brasileiros demitidos de seus empregos na indústria manufatureira após a recessão ainda enfrentam dificuldades na busca de emprego e na barreira da língua na educação de seus filhos.

Baseado em dados levantados na pesquisa, a província implantará medidas de apoio como a criação de um centro de consultas de emprego e educação na cidade de Joso, além da realização de exames médicos nas escolas estrangeiras.

Com as medidas já determinadas, o departamento internacional da província disse que é preciso oferecer mais apoio para melhorar a vida cotidiana dos estrangeiros como sendo este um membro da comunidade local.

sábado, 13 de novembro de 2010


Um ponto de ônibus adequado.

Somente em outras cidades que existem esse ponto com cobertura, onde as pessoas saem debaixo de chuva ate o ponto e todos com roupas quase molhadas depois tendo que ir ao trabalho.
Analisando este fato, sabemos que aqui no Japão e muito frio nesta época, onde de manha vejo todo dia as pessoas esperando o ônibus no tempo.

Aqui na minha cidade não tem essa cobertura e apenas um poste de indicação que e um ponto de ônibus,onde alunos que precisam ir a escola de ônibus também se torna inconveniente,isso não e uma cultura do Japão ,se fosse eu não poderia falar,mas o fato de os alunos irem andando ate a escola do ensino Fundamental e uma cultura.Isso todos os estrangeiros devem aceitar,mas pelo fato dos pais brasileiros não tendo condições de pagar uma escola brasileira ,torna difícil para as crianças.

E outro problema que encontramos e que não e visível e muito pouco falado aqui ,que 75 % das crianças sofrem de depressão infantil,gerando problemas sérios.